Moro sofre derrota com saída de Tacla Duran da lista de procurados da Interpol

Publicado em 4 agosto, 2018
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A Interpol tirou o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran da lista de procurados da agência porque o juiz Sérgio Moro, da lava jato, desrespeitou a Declaração Universal de Direitos Humanos.

Em novembro do ano passado, em depoimento na CPI da JBS, por videoconferência, Tacla Duran acusou um compadre do juiz Sérgio Moro de oferecer “facilidades” junto ao MPF e ao Poder Judiciário, por meio do pagamento de propina.

Por sua vez, Sérgio Moro chamou o advogado de “mentiroso” em entrevista ao Roda Vida no mês de março deste ano. “Tem esse indivíduo, foragido e suspeito de crimes gravíssimos, e que levanta essas histórias sem base empírica”, reagiu o juiz.

Foi com base nesta entrevista de Moro que a Interpol, agência de investigação internacional, tirou o advogado Rodrigo Tacla Duran da lista de procurados internacionais do órgão.

“A Comissão então considerou que as alegações apresentadas (por Tacla Duran) que, diante do comportamento do juiz responsável por presidir sobre seu caso no Brasil, dúvidas suficientes têm sido colocadas sobre o fato de uma violação do Artigo 2 da Constituição da Interpol pode ter existido”, registrou hoje (4) o Estadão.

O artigo 2 se refere à necessidade de que a instituição promova a cooperação entre as polícias de diferentes países, sempre que a Declaração Universal de Direitos Humanos seja respeitada.  

Este é primeiro grande revés sofrido por Moro no estrangeiro, qual seja, de agora em diante a Interpol não levará muito a sério os pedidos do juiz para incluir novos procurados na lista de procurados.

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