Filha de Cunha usa Dilma Rousseff como trampolim para a Câmara

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Filha de Cunha, Danielle é. Basta observar a plataforma da descendente do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB). Ele é candidata a deputada federal do Rio, mas, para atrair votos antipetistas, ingressou com pedido de impugnação da candidatura de Dilma Rousseff ao Senado pelo estado de Minas Gerais.

Por óbvio, juridicamente, a petição de Danielle Cunha não tem como prosperar. Ela não é parte legítima, segundo a legislação eleitoral. A lei eleitoral estipula partidos políticos, coligações e o Ministério Público de Minas para requerem impugnação de candidatura. A filha de Cunha é candidata pelo Rio, como anotado acima.

Eduardo Cunha, preso pela lava jato desde outubro de 2016, depois de frustradas tentativas de chantagens para não ser investigado pela Câmara, engendrou o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Aliou-se ao que existe de pior no país, parte da mídia e do judiciário, para derrubar uma presidenta honesta. A partir o leitor sabe que, sob Michel Temer, o Brasil foi mergulhado num verdadeiro mar de lama e de negociatas, perdas de direitos dos trabalhadores, enfim, um atraso jamais visto antes.

Cunha, cassado pela Câmara, está preso há quase dois anos. O pedido de impugnação de Dilma tem dois vieses: 1- eleitoral, utilizando a petista como trampolim; e 2-vendetta (vingança pela prisão do pai).

No golpe de 2016, o Congresso Nacional decidiu derrubar Dilma mas preservou seus direitos políticos. Qual seja, a inelegibilidade por 8 anos não se aplicou à presidenta eleita, por isso ela está habilitada a disputar o Senado em outubro.

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