Dispara número de mortes violentas durante intervenção federal no Rio

A intervenção federal não foi suficiente para conter a disparada de mortes violentas no mês de junho no Rio de Janeiro. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), ocorreu aumento de 59,79% de homicídios decorrentes de intervenções policiais em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Decretada por Michel Temer, a intervenção assistiu ao aumento de 26,35 o número de mortos no Rio entre 16 de fevereiro e junho deste ano. O ISP contabiliza 609 vítimas durante o período em que a segurança pública está sob comando dos militares.

Desde o início do ano, 65 policiais civis e militares morreram. Desses, 15 estavam em serviço.

Segundo Arthur Trindade, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes violentas de jovens já superam todas as causas de mortalidade no país. “Os homicídios são os principais problemas de saúde no Brasil”, afirmou.

Não são apenas o número de mortes violentas que aumentou em virtude de intervenções policiais (maior desde 2008). Na vigência da intervenção federal também houve a disparada de crimes como roubos de rua. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Rio, são 56 mil desde o início da intervenção federal.

O número total de mortes violentas no Rio é de 2.927 nos cinco meses da intervenção federal no Rio de Janeiro. Trata-se de um recorde quebrado do ano de 2009, quando o estado registrou 3.233 casos. Este valor corresponde à intervenção policial, latrocínios (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e homicídios dolosos.

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