Com Bolsonaro “resolvido”, Ciro e Alckmin disputam “Centrão” palmo a palmo

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), na reta final das convenções, disputam palmo a palmo os partidos que compõem o “Centrão” — leia-se DEM, PP, Solidariedade, PRB e PSC.

Para limpar a área, Alckmin e Ciro tiveram primeiro de “resolver” o deputado Jair Bolsonaro (PSL) que chegou a “beliscar” alguns partidos do “Centrão”. Ficou apenas na intenção, não consumou. Hoje o cenário é completamente desfavorável ao ex-capitão do Exército. Sequer consegue indicar o vice oriundo de uma segunda legenda, tal seu grau de isolamento.

Dito isto, as agremiações do “Centrão” agora fazem um leilão político para em bloco definir quem apoiar na eleição de outubro.

Com Bolsonaro tecnicamente inviabilizado eleitoralmente (ele terá apenas 8 segundos no horário eleitoral do rádio e da TV), Alckmin ganha sobrevida e uma segunda chance. É o candidato dos tucanos, de Michel Temer, do golpe e do desemprego e da miséria que aí estão. Nesta quarta (18) ele deixou de respirar por aparelhos quando recebeu apoio do PTB.

Na outra ponta, Ciro segura com a esquerda e toca com a direita. O pedetista tem canais com “Centrão” por meio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e PCdoB, com quem esteve esta semana. Mostra-se um candidato “flex” nesses tempos bicudos.

Neste cenário de disputa partido a partido, liderança a liderança, palmo a palmo, há uma evidente vantagem competitiva de Alckmin porque a o “comitê central da burguesia” age diuturnamente para favorecê-lo. Portanto, Ciro é o imponderável que ainda sofre investidas do PT cuja missão é tirar-lhe principalmente o PCdoB e o PSB.

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