Por Esmael Morais

Bolsonaro criticou soltura de Lula, seu único “passaporte” para o 2º turno

Publicado em 09/07/2018

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) jogou contra a própria meta ao criticar, neste domingo (8), a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pesquisas de opinião apontam que Bolsonaro tem maior chance de ir para o segundo turno em um cenário de polarização com Lula. Sem o ex-presidente, ainda de acordo com sondagens, a situação do ex-capitão do Exército se complica.

“Estamos, eu entendo, num período pior que o pré-1964. Porque a esquerda naquela época não estava tão aparelhada como está hoje”, declarou ontem Bolsonaro à Folha. O presidenciável se referia à decisão do desembargador no TRF4, Rogério Favreto, que acatou um pedido de habeas corpus e mandou soltar Lula.

“O “HC de Lula”: pior que a corrupção no Brasil é a questão ideológica”, completou Bolsonaro.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sabe o que diz quando afirma que “Bolsonaro nem vai para o 2º turno”, pois ele [candidato tucano] entrou em campo com o “regulamento” e as pesquisas de intenção de voto debaixo do braço.

Com Lula no páreo o tucano perde as chances de disputar a segunda etapa eleitoral para Bolsonaro. O inverso também é verdadeiro, qual seja, sem o ex-presidente na peleja é o deputado do PSL quem vai mais cedo para casa.

Eis o motivo da celeuma por trás do ‘prende-e-solta-prende’ deste domingo: se correr o PT pega, se ficar o PT come.