Por Esmael Morais

Temer vai censurar a internet nas eleições

Publicado em 05/06/2018

Michel Temer quer censurar os adversários na internet durante as eleições sob o signo das fake news — as notícias falsas. O anúncio foi feito hoje (4) pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

A tese do governo é manter o comitê criado para gerenciar a crise dos caminhoneiros durante as eleições deste ano. Ou seja, a discussão política nas redes sociais passará a ser “caso de polícia” no governo Temer.

A velha mídia golpista e comercial é a principal disseminadora de notícias falsas no Brasil. Globo, Estadão, Folha, Veja, IstoÉ, dentre ouras, estão entre os veículos que mais produzem fake news. Até o papa Francisco pensa excomungar os barões dos jornalões brasileiros.

Segundo Jungmann, a questão envolvendo a paralisação dos caminhoneiros e o desabastecimento no país caminha para os níveis de normalidade, mas o grupo passará a monitorar a disseminação de notícias falsas (fake news) na internet.

“Numa decisão tomada hoje, vamos continuar mantendo o comitê que se reuniu, não mais focado na crise, mas na conjuntura política. Porque temos um período de eleições à frente, sabemos que temos que prestar atenção nas fake news”, comunicou Jungmann.

O ministro disse que o monitoramento padrão será feito na rede aberta, mas que, eventualmente, poderão ser feitos pedidos à Justiça para monitorar indivíduos específicos (leia-se criminalização da opinião durante as eleições).

“A gente acompanha a rede aberta. Quando necessário, com indícios fundamentados, a gente faz uma requisição judicial para monitorar alguém específico na rede. […] Partidos e sindicatos têm cada vez menos representatividade e, por isso, precisam ser reformulados. E mais: é preciso a gente entender que o empoderamento da rede veio para ficar”, disse o ministro. Para Jungmann, plantar informações mentirosas sobre um candidato no centro do debate político é “um risco para a democracia”.

Com informações da Agência Brasil