Temer parou o ‘Minha Casa, Minha Vida’, denunciam movimentos

A Marcha Nacional pelo Direito à Cidade começou nesta terça-feira (5) em Brasília para pressionar o governo e denunciar a paralisia dos programas de habitação popular pelo ilegítimo Michel Temer (MDB). Cerca de mil e quinhentas pessoas participam da Marcha que segue até quinta (7).

O programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ foi lançado no governo Lula em 2009 e conduzido pela então ministra Dilma Rousseff. É o maior programa de habitação da história do país e já atendeu mais de 10 milhões de famílias. Mas, desde o golpe de 2016, as faixas mais carentes perderam boa parte dos incentivos e subsídios governamentais para o acesso à moradia.

Participam do protesto em Brasília o Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Central dos Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam), Movimento de Luta de Bairros e Favelas (MLB) e Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM).

Segundo Graça Xavier, da UNMP, nenhuma nova contratação no Minha Casa Minha Vida foi realizada desde o golpe de 2016 e, além disso, o governo inviabilizou instrumentos de participação democrática para o desenvolvimento urbano no nível federal. Ela afirmou que Temer acabou com o Conselho das Cidades e cessou a contratação de projetos de autogestão para quase 30 mil novas residências.

Segundo Raimundo Bonfim, da CMP a marcha é pelo direito a cidade, pela reforma urbana e não apenas pela moradia. “Nós estamos denunciando, exigindo o fim do congelamento por 20 anos dos recursos nas áreas sociais, porque isso impacta na questão urbana. Estamos também nos colocando contra a privatização dos bancos públicos, principalmente a Caixa Econômica Federal, que operacionaliza o financiamento do saneamento e da habitação”, diz.

Hoje (6), os movimentos devem realizar uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal pedindo eleições “livres e democráticas” e com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Via Brasil de Fato.