Requião Filho: Beto Richa cada vez mais parecido com Sérgio Cabral

O deputado Requião Filho (MDB) compara o ex-governador do Paraná Beto Richa ao seu ex-colega do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso pela lava jato. “Apenas após perder o foro privilegiado, o ex-governador Cabral teve a investigação contra si levada a termo”, escreve o parlamentar, sugerindo que o tucano poderá ter o mesmo destino.

Combate à corrupção não pode parar enquanto o brasileiro aguarda uma goleada de Neymar

Requião Filho*

O que há de diferente entre os corruptos do ex-governo paranaense e os dos ex-governos do Brasil?

O Paraná segue os passos dos grandes escândalos políticos nacionais, mas com um vergonhoso atraso! Só agora, após o término do mandato é que vêm à tona detalhes inescrupulosos, quiçá obscenos, de inúmeros esquemas de corrupção.

Delações, mensagens trocadas, documentos, provas, reportagens bombásticas… um coquetel explosivo contra o ex-governador, amigos, parentes e apadrinhados é exposto à população, no melhor estilo “Lava Jato”.

Aqueles que acompanharam a saga federal, que culminou na prisão de altos nomes da política, com direito a enredo em filmes e seriados, fica agora a expectativa quanto aos desdobramentos da novela policial paranaense. Teremos prisões? Veremos altos figurões levados sob o título de condução coercitiva? Teremos sigilos violados e a grande imprensa os revelando em horário nobre?

Para nós, que acompanhamos e denunciamos incansavelmente a má gestão pública, vemos com tristeza que o ex-governo teve o tempo que desejou para completar suas artimanhas, exatamente como no Rio de Janeiro, que apenas após perder o foro privilegiado, o ex-governador Cabral teve a investigação contra si levada a termo.

Então, leitores, minha conclusão é simples, o que há de diferente entre os corruptos paranaenses e o dos outros Estados é apenas a sorte de morarem no Paraná e contarem com apoio de amigos e troca de auxílios.

Ao que parece, os investigados paranaenses ainda não temem a Justiça por se sentirem “protegidos” por ela!

Será que o Ministério Público e o Judiciário, agora, conseguirão arrumar a própria casa?

Mais aguardada que a abertura da Copa e tal qual foi a cobertura midiática da greve dos caminhoneiros, será esta outra pauta de combate à corrupção que passará despercebida pelos grandes jornalões?

Vamos ficar de olhos bem abertos! Não é porque a seleção estará em campo lá na Rússia que a justiça terá impeditivos para fazer seu trabalho por aqui. Ou terá?

*Requião Filho é deputado estadual pelo MDB do Paraná.

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