Por Esmael Morais

O motivo para excluir Lula das pesquisas: ele continua disparando mesmo ilegalmente preso há 2 meses

Publicado em 05/06/2018

O ex-presidente Lula começou a ser “excluído” das pesquisas por um simples motivo: o petista continua disparando na intenção de votos depois de 2 meses preso. Parece contraditório, mas não é. Os institutos sondam a preferência do eleitorado para consumo dos contratantes — geralmente federações de indústria, partidos e empresas de comunicação — mas censuram as citações ao ex-presidente da República.

Em sondagem “paralela” a Paraná Pesquisas confirmou neste fim de semana que tirando Lula e o deputado Jair Bolsonaro, do PSL, os demais candidatos à Presidência da República “derreteram” na carona da greve dos caminhoneiros. Segundo o CEO do instituto, Murilo Hidalgo, “nenhum/não sabe” cresceu uma barbaridade nesses tempos de criminalização da política.

A exclusão de Lula das sondagens (ele poderá ser registrado como candidato no TSE, reafirma o jurista Luiz Fernando Casagrande Pereira) atende à estratégia da centro-direita de “fabricar” um candidato às pressas. É neste sentido que o tucano-mor Fernando Henrique Cardoso veio à público esta semana propondo um “Frankenstein Eleitoral” com a junção do “Picolé de Chuchu” (Geraldo Alckmin, do PSDB) com “Fadinha da Floresta” (Marina Silva, da Rede).

“Circula pesquisa feita por telefone sem intenção de votos pra presidente. Tiraram Lula da pesquisa. Logo ela não expressa a realidade eleitoral do país. É um estelionato. Só cabeça autoritária se dá ao direito de limitar escolha do eleitor. Depois reclama dos que querem os militares”, reagiu nesta terça (5) a senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT.

Ou seja, está em andamento uma tentativa de fraude eleitoral jamais vista neste país por meio de pesquisas eleitorais.