Por Redacao

Na Argentina, parou tudo e Macri balança

Publicado em 25/06/2018

O “Paro General contra o FMI, o ajuste e os tarifaços’ paralisou totalmente a Argentina nesta segunda-feira(25). É a terceira greve geral contra o governo neoliberal de Maurício Macri, que quebrou o país. As centrais sindicais da Argentina CTA, CTA(A) e CGT farão um balanço do movimento ainda nesta tarde.  Analistas políticos do país vizinho, interpretam que o movimento extrapolou as fronteiras dos sindicatos, conquistando o apoio da sociedade, e pode iniciar uma situação de fragilidade ao atual governo como a que aconteceu com o presidente Fernando de La Rúa, no início de 2001.

De acordo com as centrais, a paralisação do transporte coletivo é total em todo o país. Logo pela manhã, os principais acessos à cidade de Buenos Aires estavam interrompidos. Aeroportos, vias férreas e caminhoneiros estão parados em todo o país.

A resposta do governo foi reprimir os grevistas em diversos pontos da cidade de Buenos Aires.

Os dirigentes sindicais disseram que a greve é um alerta para o governo mudar o rumo da política econômica. “El paro es contundente” sentenciou Héctor Daer, um dos dirigentes da CGT (Central Geral dos Trabalhadores) ao jornal Página 12. Também de acordo com o jornal, em sua versão online, a greve registrou uma adesão massiva em todos o país. Com o fechamento dos aeroportos, todos os voos entre Brasil e Argentina foram cancelados.

Pela manhã, o secretário de Comunicação da CGT, Jorge Sola, disse que a greve se trata “uma jornada de luta contra uma política econômica que não contempla os trabalhadores e está destruindo o poder aquisitivo da população”. Para ele, “o protesto tem como objetivo chamar a atenção para que o governo mude os rumos da economia no país”. Durante a tarde, os dirigentes do movimento sindical participam de entrevista coletiva para apresentar o balanço da paralisação.

*Com informações das centrais e sites argentinos