Moro ‘pede para sair’ de ações sobre a máfia do pedágio no Paraná

O juiz federal Sergio Moro abriu mão de julgar as ações sobre o suposto esquema de propinas nos pedágios do Paraná. Segundo as denúncias feitas pela operação Integração da Polícia Federal, as concessionárias estariam superfaturando as tarifas em até 400% e repassando propinas para integrantes do então governo de Beto Richa (PSDB), que renunciou ao cargo em abril.

Inicialmente, Moro enxergou relações da máfia dos pedágios com a Petrobras e a operação lava jato. Foi essa a sua justificativa para assumir o caso. Os advogados de dois acusados questionaram no TRF-4  a competência de Moro, mas foram derrotados. Agora, o juiz alegou excesso de trabalho e as ações passarão para outra Vara Federal de Curitiba.

A atual governadora Cida Borghetti (PP) já sinalizou pelo fim dos contratos com as concessionárias, mas somente no final do prazo contratado, que é 2021. Depois das denúncias, isso é o mínimo que se pode esperar. Mas é os bilhões de reais que já foram pagos a mais pelos usuários?

Os pedágios do Paraná têm a tarifa mais cara do Brasil. São seis empresas que exploram mais de 2.500 km de rodovias federais e estaduais, no circuito conhecido como Anel de Integração.

O valor médio do pedágio no Paraná é R$ 20 reais por veículo de passeio a cada 100 km, quando a média nacional é de R$ 5 reais. Este modelo implantado em 1997 vai vigorar até 2021, portanto 24 anos. Os investigadores da Lava Jato chegaram à conclusão que o pedágio no Paraná está 400% acima do que deveria ser.

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