Bolsonaro defendeu esterilização de pobres para reduzir gastos com Bolsa Família

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A Folha continua em sua campanha para “desconstruir” Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e ajudar na tática eleitoral do “centrão”, qual seja, na candidatura do PSDB.

A última do jornalão é que o ex-capitão do Exército defendeu esterilização de pobres para combater miséria e crime. Não deixa de ser uma verdade factual, porém…

… A Folha torce pelos tucanos, mas Bolsonaro é um obstáculo concreto para vingar um candidato do PSDB porque este tucano precisaria dos votos de extremistas que apoiam o pré-candidato do PSL.

O tema da esterilização veio à tona com a repercussão da recente mutilação Janaína Aparecida Aquino, negra e em situação de rua em Mococa (SP), que foi submetida a uma cirurgia de laqueadura tubária contrária a sua vontade.

A esterilização de homens e mulheres pobres é oriunda da equivocada teoria populacional malthusiana desenvolvida pelo economista Thomas Robert Malthus (1766—1834), segunda qual o crescimento demográfico seria maior que a produção de alimentos.

O malthusianismo, no entanto, pode ser desmentido por países com baixa densidade populacional que apresentam desenvolvimento econômico pífio e miséria em virtude da concentração de renda.

Se Malthus e Bolsonaro estivessem certos, a desabitada Antártida seria o lugar mais próspero do planeta e a China com 1,4 bilhão de habitantes seria o mais pobre. E não é isso que ocorre. Os chineses se preparam para se transformar na maior potência política, militar e econômica do mundo.

Portanto, por desconhecimento econômico, Jair Bolsonaro — pai de quatro filhos — acredita erroneamente que esterilizando pobres para reduzir a quantidade de filhos pobres economizar-se-ia recursos do Bolsa Família.

O erro de análise de Bolsonaro dá munição para Folha e os adversários dele.

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