A versão Meirelles do ‘fumei, mas não traguei’

Durante um debate nos EUA sobre a legalização da maconha Bill Clinton foi questionado sobre o fato dele ter fumado maconha. “Fumei, mas não traguei”, despistou.

Agora, no Brasil, surgiu a versão Henrique Meirelles do ‘fumei, mas não traguei’ a maconha.

Surpreendido com a repercussão da entrevista na IstoÉ, na qual o ex-ministro dos bancos privados defende a descriminalização da maconha, Meirelles correu para pedir perdão a pastores evangélicos.

De acordo com O Globo, o pré-candidato do MDB e de Michel Temer marcou encontros com religiosos de São Paulo e Brasília para explicar “que achava necessário encontrar uma solução para a descriminalização da maconha para não levar o consumidor às já superlotadas prisões brasileiras, mas que, pessoalmente, era contra o uso de drogas.”

Ora, Meirelles. Bastaria você repetir a fórmula de Clinton: “Fumei, mas não traguei”. Voltar atrás da única proposta descente que apresentou — a descriminalização da maconha — não soma. Apenas gera desconfia em todos.

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