A Lupa que só enxerga o que interessa aos patrões

Quando o Facebook anunciou em maio a contratação da Agência Lupa para checar fake news, o Blog do Esmael não titubeou ao registrar que uma empresa de fake news fora contratada para checar fake news neste ano eleitoral no Brasil.

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“A Agência Lupa e afins existem para enxergar apenas o que interessa aos parceiros políticos e econômicos, portanto”, anotou este site.

Pois bem, essas agências “fact checking” — dentre as quais a Lupa — reprovaram no primeiro teste ao condenar a mídia alternativa com o intuito de proteger a narrativa de grandes grupos de comunicação no caso do rosário abençoado do papa Francisco ao ex-presidente Lula.

A Agência Lupa havia classificado como “fake news” o rosário abençoado do papa para Lula, mas o próprio Vaticano esclareceu que Juan Grabois de fato era emissário do pontífice:

“Depois de ter sido impedido de visitar o ex-presidente Lula no Cárcere de Curitiba, onde está detido há mais de dois meses, Grabois (emissário do papa) definiu inexplicável a rejeição de não ter podido se encontrar com Lula, a quem queria levar um Terço abençoado pelo Papa, as palavras do Santo Padre e as suas reflexões com os movimentos sociais e discutir assuntos espirituais com o ex-chefe de Estado.”

Meio envergonhada, a Agência Lupa se contorceu:

“Por conta dessa alteração, suspendemos também todas as classificações que haviam sido feitas pela Lupa, relativas a esse assunto, no projeto de verificação de notícias do Facebook. Também repassamos à plataforma todas as dúvidas e questionamentos técnicos que recebemos nas últimas horas.”

Como não era de esperar outra coisa, a Lupa e congêneres só enxergam aquilo que interessa a quem paga a conta.

Ou é tudo de graça?

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