Por Esmael Morais

Temer encolheu ainda mais na greve dos caminhoneiros

Publicado em 24/05/2018

Michel Temer encolheu ainda mais na greve dos caminhoneiros, que avançará para o quinto dia. Mostrou-se covarde diante de crises. Terceirizou ao Congresso uma solução provisória para os aumentos abusivos nos combustíveis.

Até as rodovias pedagiadas sabem que a redução de alíquotas de impostos não resolve os preços estratosféricos da gasolina e diesel. O xis da questão está na mudança na política do reajuste da Petrobras, que desde de outubro de 2016 a atrelou à cotação internacional.

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Mesmo que se reduza o ICMS, limitando-o a 18% para a gasolina e 7% para o diesel, como discutem os senadores, não será — em hipótese alguma — solução definitiva para os aumentos abusivos.

Porém, não é só Temer que é covarde. Os congressistas também o são. Não colocam o dedo na ferida, que é reduzir o lucro dos acionistas privados (fundos abutres).

Se os caminhoneiros aceitarem trocar a greve pela esmola da redução de alíquotas, que demorará até 90 dias para vigorar, com certeza, se arrependerão para o resto de suas vidas.

Michel Temer, mesmo encolhido, quer dar o golpe nos grevistas com “mão de gato”.