Reinaldo Azevedo puxa orelha de Moro por preferir caminho da champanhe

O jornalista Reinaldo Azevedo, da Folha, puxa a orelha do juiz Sérgio Moro pelo excesso de vaidade revelado no “rega-bofe” promovido por lobista em Nova Iorque, com patrocínio da Petrobras e banqueiros. Segundo o colunista, que não é petista, o magistrado preferiu o caminho fácil da champanhe ao confraternizar-se com a cachorrada do PSDB e do mercado financeiro.

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“Cobro mais compostura de um juiz. De qualquer um. Mais ainda de quem mandou para a cadeia um ex-presidente da República e que comanda uma operação que responde pelo transe político que vive o país, de desdobramento incerto”, escreve Azevedo.

Apesar de participar da nababesca festa organizada pelo ex-prefeito João Doria, candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, o articulista não crê que Moro seja um “tucano enrustido” como acusam, segundo ele, “os esquerdistas”, mas Reinaldo Azevedo achou muito estranha a confraternização em Nova Iorque.

“O lugar de um juiz, recorrerei a uma palavra bilaquiana (sou inatual), é no claustro, rezando os textos legais e tomando decisões que honrem o que está escrito, lembrando-se sempre de que é homem, também ele —e não só os seus réus—, e de que nada do que é humano lhe é estranho. Nem mesmo a vaidade irresponsável”, dispara.

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