Por que a velha mídia defende o aumento dos combustíveis?

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Antes de tudo, é bom esclarecer que a mídia é contra o status jurídico ‘empresa pública’ da Petrobras. Portanto, os veículos de comunicação preferem a petrolífera mais privada, ou seja, que seus frutos sejam colhidos por meia dúzia de acionistas privados — a exemplo dos famigerados Fundos Abutres, dos EUA.

Dito isto, nesses tempos de greve dos caminhoneiros, a velha mídia golpista se esforça um bocado para tentar convencer o distinto público de que a gasolina a R$ 5 o litro é “coisa boa” para o Brasil e a Petrobras. (Ora, os barões da mídia são contra a Petrobras e a apropriação do lucro da companhia é privado; portanto, ela valida aquela velha máxima de que ‘pimenta nos olhos dos outros é refresco’).

O Brasil tem uma das gasolinas mais caras do mundo porque Michel Temer escolheu atrelar os reajustes dos combustíveis ao dólar e ao mercado internacional, tudo para favorecer os sócios privados estrangeiros da estatal. (Recorde-se, a mídia e Temer querem privatizar o “tiquinho” que resta de público da Petrobras).

Na Venezuela, o preço do litro da gasolina (de altíssima qualidade) custa 0,03 de dólar americano. Ou seja, no país de Nicolás Maduro, o consumidor paga R$ 3,50 (três reais e cinquenta centavos) para encher um tanque de 50 litros de veículo.

A mídia defende o aumento no preço dos combustíveis porque ela tem as companhias privadas de petróleo como anunciantes, bem como a quase privatizada Petrobras (lembre-se que o controle administrativo da estatal é público, mas a apropriação do lucro é privada).

Enfim, pelo vil metal, a velha mídia golpista concorda com a política de reajustes na gasolina, no diesel, no gás de cozinha, no etanol, etc. Mais do que “convicção liberal”, as empresas de comunicação querem dinheiro — seja ele limpo ou sujo.

Devido ao comportamento antipovo e antinação de suas empresas, não duvide caro leitor, é capaz de o papa Francisco excomungar os barões da mídia da brasileira. Isto está muito perto de acontecer, pois, recentemente, o Santo Padre condenou a difamação e a calúnia desses veículos para derrubar governos legítimos por meio de golpes e denunciou o neoliberalismo econômico como forma de subjugar os trabalhadores.

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