Ministra do TST ataca direito de greve dos petroleiros

A ministra Maria de Assis Calsing, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), concedeu liminar em caráter precário contra a greve dos petroleiros nesta quarta (30) por considerar o movimento “aparentemente abusivo”.

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A decisão possível de reforma atendeu ao pedido de liminar da Advocacia Geral da União (AGU) e da Petrobras.

“Defiro parcialmente o pedido para que, diante do caráter aparentemente abusivo da greve e dos graves danos que dela podem advir, determinar aos Suscitados que se abstenham de paralisar suas atividades no âmbito da Petrobras e de suas subsidiárias, nos dias 30 e 31 de maio e 1.º de junho de 2018 e de impedir o livre trânsito de bens e pessoas”.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) considera a ‘decisão precária’ um atentado contra o direito de greve previsto na Constituição Federal do Brasil. A entidade informa que irá recorrer e manteve a mobilização.

A decisão política da ministra do TST anuncia multa de R$ 500 mil por dia contra os sindicatos dos petroleiros, em caso de descumprimento da liminar em caráter precário.

Os petroleiros miraram na redução do diesel, da gasolina e do gás de cozinha. Subsidiariamente, os grevistas pedem a demissão imediata do presidente da Petrobras, Pedro Parente.

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