Juíza amolece para Veja

Publicado em 4 maio, 2018
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A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal do Paraná, considerada “durona” pela mídia, amoleceu o coração para a revista Veja que entrou na cela em que o ex-presidente Lula é mantido preso político da lava jato. Até ontem (3), a magistrada vinha proibindo que amigos e correligionários visitassem o petista, mas recuou ao permitir a visitas da senadora Gleisi Hoffmann e do ex-governador Jaques Wagner.

A publicação da editora Abril afirma que “teve acesso à ala restrita do prédio da PF e revela os detalhes dos primeiros trinta dias de cadeia do ex-presidente” em Curitiba. Mais Veja detalha ainda conversas de Lula a ponto de questionarmos se se trata de fake news ou de grampo.

“Se isso é verdade é a desmoralização total do sistema de justiça brasileiro. É a instalação definitiva do Estado Policial, em cumplicidade com a mídia. O assassinato de reputações como método de destruição de adversários protagonizado pela Lava Jato e seus bajuladores”, disparou o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), coordenador da comissão externa da Câmara, que teve o acesso negado às instalações do ex-presidente pela mesma juíza que autorizou Veja.

Segundo a Veja deste fim de semana, o ex-presidente teria criticado a presidenta nacional do PT por não ter parado o Brasil no primeiro de maio:

“Gleisi prometeu parar o Brasil, mas não cumpriu. Ela foi incompetente.”

O diabo é que Gleisi não só parou o Brasil e o mundo como, em nome da democracia e dos direitos dos trabalhadores, conseguiu unificar pela primeira vez na histórica pós-ditadura um ato com todas as centrais sindicais no 1º de Maio.

O senador Roberto Requião (MDB-PR) tem uma clássica recomendação sobre a publicação da Editora Abril: “Veja, não compre. Se comprar, não leia. Se ler, não acredite. Se acreditar, relinche.”

PS 2: é preciso que os renomados juristas passem a lupa na competência da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal do Paraná, na custódia do ex-presidente Lula; pode aí haver mais uma ilegalidade…

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