Ciro Gomes seria apenas ‘cortina de fumaça’ em bate-boca entre petistas

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, não passou recibo à critica do governador da Bahia, Rui Costa, também do PT, que afirmou que ela não tem “legitimidade nem autoridade” para discutir alternativas a Lula. Entretanto, desde que o petista foi preso, em 7 de abril, Gleisi foi nomeada porta-voz oficial do ex-presidente. O acalorado debate seria apenas uma ‘cortina de fumaça’ para problemas domésticos, isto é, dentro da própria legenda, como se explica abaixo.

O bate-boca público entre Rui Costa e Gleisi Hoffmann iniciou com a desautorização da declaração do ex-governador baiano Jaques Wagner que anunciou a possibilidade de o PT indicar o vice na chapa de Ciro Gomes (PDT), numa eventual inelegibilidade de Lula.

Porém, o Blog do Esmael apurou que o estopim para esse descontentamento do governador da Bahia foi a assinatura de um manifesto pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi em apoio à reeleição da senadora Lídice da Mata (PSB-BA). O PT baiano teria outros planos… deixar a segunda vaga para um “acordo branco” com o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM). O candidato único do PT ao Senado seria Wagner, que lidera as pesquisas.

Voltemos à questão Ciro Gomes.

Gleisi, por sua vez, na condição de porta-voz de Lula, disse que o apoio a Ciro não passaria nem com “reza brava” no PT. Na sequência, a dirigente reforçou que o partido não abrirá mão da candidatura de Lula e que irá registrá-la em 15 de agosto no TSE.

“Nenhum de nós, nem governador nem presidente do PT tem, nesse momento, legitimidade nem autoridade para discutir qualquer alternativa. E, se isso ocorrer, dever partir dele próprio”, rebateu Rui Costa.

O Blog do Esmael registrou nesta segunda-feira (7) que Gleisi tentou falar algumas vezes com Ciro, mas o pedetista sequer atendeu aos telefonemas dela. Ou seja, Ciro quer apenas o apoio dos eleitores de Lula, mas sem precisar vincular-se ao PT.