Alckmin flerta com eleitorado de Bolsonaro ao sinalizar com porte de arma

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, defendeu nesta quinta (17) a liberação do porte de armas com o intuito de “roubar” fatias do eleitorado do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Alckmin tinha prometido ontem (16) distribuir “tratores” a produtores rurais ao em contraposição à flexibilização do porte de arma de fogo para moradores da zona rural.

Entretanto, hoje, o tucano voltou atrás e se “bolsonarizou” ao dizer que estudará a facilitação da “garrucha” para o homem do campo.

“Se mora isolado, fica alvo fácil. No agro hoje, as coisas são caras, equipamentos têm valores impressionantes. Então você atrai quadrilha”, declarou.

Jair Bolsonaro, por sua vez, ironizando, comemorou o “avanço” do candidato do PSDB. O ex-capitão do Exército, então, radicalizou a proposta dizendo que vai liberar geral o porte de arma para todos os cidadãos brasileiros que quiserem.

Antes de Alckmin, Michel Temer [na desastrada intervenção federal no Rio de Janeiro] e o senador Alvaro Dias (Podemos) também tentaram, sem êxito, “beliscar” uma fatia do eleitorado de Bolsonaro. Deram com os burros n’água.

Resumo da ópera: os dois candidatos têm como propostas principais a ampliação da violência privada em detrimento de um projeto de desenvolvimento econômico e social para o país.

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