Relembre: Universidades param contra o confisco da previdência

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Há 3 anos, os professores de cinco Universidades Estaduais do Paraná decidiram fazer um dia de paralisação. Os docentes da UEL, UEPG, UNICENTRO, UNESPAR e UENP pararam em protesto contra a nova tentativa do então governador Beto Richa (PSDB) de confiscar a previdência dos servidores estaduais. Relembre.

Enquanto isso, o líder do governo tucano na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), sinalizava que colocaria em votação requerimento para “regime de urgência” para o projeto de modificaria a Previdência.

O clima ia ficando cada vez mais tenso no Centro Cívico. No mesmo dia ocorreu um quiproquó na Assembleia, resultando na prisão da professora Lélia Fernanda França Rech. Ela protestava contra os deputados, que estão com os nervos à flor da pele.

Relembre o momento da prisão:

Após levar o Paraná a uma crise econômica sem precedentes o governador Beto Richa (PSDB) aplicou vários calotes nos servidores e tentou meter a mão em mais de R$ 8 bilhões do fundo de previdência do Estado. Medida que foi barrada pela greve de fevereiro e março de 2015.

Mas em abril daquele ano, Richa tentava novamente confiscar a previdência dos servidores. A paralisação das universidades seria a primeira da segunda guerra da previdência. Nas semanas seguintes daquele mês, praticamente todas as categorias de servidores estaduais estariam aderindo ao movimento.

O desfecho trágico foi em 29 de abril, quando Richa e ser secretário de Segurança Fernando Francischini mandaram a Polícia Militar atacar os servidores com bombar, gás e balas de borracha. O resultado todos lembram. Mais de duzentos feridos.

O Blog do Esmael continuará relembrando diariamente os episódios de abril de 2015. Para que nunca mais se repita.