Relembre: Os bastidores do confisco da previdência e do massacre de 29 de abril

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Há 3 anos, em 2015, o feriado de Tiradentes (21/04) caía numa terça-feira. O então governador Beto Richa (PSDB) partia para o tudo ou nada contra os servidores do Estado. O objetivo era confiscar o fundo de previdência e fazer caixa para o governo. O então secretário de Segurança, Fernando Francischini (PSL), já preparava o aparato policial para o dia da votação na Assembleia. Relembre.

O descanso do feriado era como uma pausa antes da mais intensa batalha. Nos dias seguintes, o projeto de lei do confisco avançaria rapidamente pelas comissões na Assembleia Legislativa do Estado (ALEP). O regime de urgência havia sido aprovado dias antes, atropelando qualquer possibilidade de debates aprofundados.

Prevendo uma forte resistência por parte dos servidores, o governo, através do secretário Francischini, já planejava a operação policial que entrou para a história como o Massacre do Centro Cívico.

Por seu lado, os servidores estavam motivados para defender seus direitos. Na primeira tentativa de Richa em confiscar o fundo de previdência em fevereiro, eles saíram vitoriosos. Uma ocupação ao plenário da ALEP reverteu o pacote de maldades e fez o governo retirar da pauta o projeto de confisco. O funcionalismo não iria recuar dessa vez.

Enfim, estava pronto o cenário para uma das páginas mais negras da história do Paraná. Apesar de derrotados, os servidores usaram a arma legítima da mobilização.

Já o Beto Richa e Francischini lançaram mão de um verdadeiro aparato de guerra, resultando em mais de duas centenas de feridos. Juntamente com a “bancada do camburão”, eles serão lembrados como quem manda bater nos professores e servidores para retirar direitos.

Mas ainda há muitos detalhes para serem contados nessa história. Vamos relembrando diariamente aqui no Blog do Esmael os fatos que levaram ao desfecho sangrento de 29 de abril de 2015. Para que nunca seja esquecido.

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