Por Eugênio Aragão

Relembre: Confisco da previdência comprometeu o futuro do Paraná

Publicado em 18/04/2018

Há 3 anos, em abril de 2015, o então governador Beto Richa (PSDB) apostava todas as suas cartas no confisco da previdência dos servidores para engordar o caixa do governo. Seria melhor ter recuado. O debate sobre a poupança previdenciária dos servidores ganhou as ruas e a população ficou do lado dos servidores.

Para resumir de forma didática, o que o governo fez foi se apropriar de dinheiro que estava guardado para a aposentadoria dos servidores. Esse dinheiro foi gasto com o custeio do governo e fez o fundo previdenciário derreter.

A lei aprovada no final de abril de 2015, permitiu ao governo sacar mensalmente cerca de R$ 145 milhões de reais do fundo. Além de ficar desobrigado de cumprir com sua parte no custeio desse sistema. Nesses 3 anos, quase R$ 4 bilhões já foram sugados e torrados.

Até agora, isso não causou nenhum problema, mas é uma bomba relógio que vai estourar logo se o governo não mudar esse sistema. Quando o Estado esgotar totalmente esse fundo, não haverá mais como pagar as aposentadorias e até os salários dos servidores da ativa podem ser comprometidos.

Ou seja, mais do que uma batalha corporativista em que os servidores estavam preocupados com os próprios vencimentos, foi uma questão de responsabilidade. E os paranaenses compreenderam esse debate e apoiaram o movimento de resistência dos servidores.

As manifestações ocorridas nos últimos dias de abril daquele ano foram lideradas pelos professores e demais categorias de servidores. Mas estudantes e trabalhadores de fora do governo também participaram das mobilizações, pois compreenderam o que estava em jogo.

Vamos relembrando essa história diariamente, para que nunca mais se repita. O governo de Beto Richa sempre será lembrado pelo massacre de 29 de abril de 2015. Talvez ele seja lembrado também por ter dado início à falência e a insolvência do Estado. Se nada mudar no próximo governo, é isso que deve acontecer.