Relembre: Clima pesado na véspera do massacre de 29 de abril

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No dia 28 de abril de 2015 o clima já estava mais que pesado no Centro Cívico. O entorno da Assembleia Legislativa do Paraná era uma praça de guerra e os servidores estaduais eram tratados como bandidos perigosos. O então governador Beto Richa (PSDB) mandava fechar ruas sem sequer comunicar ao então prefeito Gustavo Fruet (PDT). O acampamento de servidores havia sido invadido pela Polícia Militar na madrugada.

O Senado Federal aprovou um requerimento assinado pelos senadores paranaenses Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), criando uma comissão externa de cinco senadores para virem ao Paraná. Eles viriam acompanhar o conflito entre a Assembleia Legislativa e os servidores que estavam impedidos de assistirem as sessões de debate e votação do confisco da previdência.

Durante a noite anterior, a polícia avançou sobre o acampamento dos servidores sob pretexto de remover dois caminhões de som. Houve confronto e a PM usou bombas de gás lacrimogênio. Oito manifestantes ficaram feridos. Os dois caminhões foram guinchados e foram bastante danificados.

Ao amanhecer, por volta das seis horas, outro caminhão de som foi levado ao local pelos manifestantes, mas a polícia impediu o acesso às imediações da Assembleia Legislativa. Os motoristas foram ameaçados de prisão e desistiram de acessar o local.

Já apareciam deputados estaduais confessando a pressão do governo pela aprovação do confisco.  Enfim, o governo usava todas as armas para garantir o confisco. Os servidores pagariam com sangue o preço da resistência.

O fato é que a iminente batalha estava deixando o Brasil inteiro preocupado. Desde a ditadura militar (1964-1985) não se via tamanha truculência de um governante, como a de Beto Richa (PSDB), para aprovar medidas impopulares.

O ultimo dia antes do massacre foi de tensão e resistência. O governo poderia ter recuado, seria mais uma amarga derrota. Mas não houve recuo. Richa venceu, como todos lembram, mas foi uma vitória amarga, com gosto de sangue e gás de pimenta.

Acompanhe aqui no Blog do Esmael os últimos instantes até o massacre de 29 de abril. Para que nunca mais se esqueça ou se repita.

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