Para lembrar: Sobe a tensão entre os servidores e a “bancada do camburão”

Há 3 anos, o então governador Beto Richa (PSDB) declarava guerra aos servidores públicos estaduais. O projeto de confisco da previdência dos servidores tramitava pela segunda vez na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP); e os deputados da “bancada do camburão” aprovaram regime urgência para a matéria.

Como resultado, a revolta dos servidores públicos estaduais era grande. Nos meses de fevereiro e março eles já haviam feito uma greve de um mês. O acordo que pôs fim à paralisação foi descumprido pelo governador. Novas greves iriam começar nos próximos dias.

Na noite de 16 de abril daquele ano, o deputado estadual Hussein Bakri (PSC) bateu boca com professores de Bituruna, região Sul do Paraná. O parlamentar governista foi cobrado pela sua posição na votação em regime de urgência do confisco previdência.

O deputado foi bastante hostilizado por professores. A troca de insultos fez ferver o k-suco. Os assessores do deputado precisaram ampará-lo, pois o bate-boca quase terminou em sopapos generalizados.

Esse não foi um caso isolado. Durante toda a batalha da previdência, praticamente todos os deputados governistas foram alvos de protestos por parte dos professores e servidores estaduais. Alguns deles chegaram a assumir que só votavam com o governo por causa de pressões e chantagens.

Mas a pressão do governo iria prevalecer sobre sua bancada. Os servidores tentaram barrar a aprovação do projeto com manifestações. Contavam com amplo apoio da sociedade. Mas como todos sabem, Richa usou de todas as armas, literalmente, para aprovar o confisco.

O Blog do Esmael vai relembrando diariamente os fatos daquele abril de 2015 que resultaram no massacre do Centro Cívico. Para que nunca mais se repita.

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