Mídia faz ginástica para tentar salvar Moro e continuar estuprando a Constituição

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O fato é que a Segunda Turma do STF fulminou esta semana a competência de Sérgio Moro, juiz natural dos casos relativos à Petrobras, nas investigações acerca do sítio de Atibaia (SP) e sobre suposta compra de terreno para o Instituto Lula. Ambas as ações não têm nada a ver com a estatal, por isso o magistrado foi defenestrado da persecução ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dito isto, é patético observar a ginástica diária dos meios de comunicação corporativos — leia-se Globo, Folha, Estadão, Veja, et caterva — para tentar salvar as aparências de Moro e garantir o estupro da Constituição Federal de 1988, que estabelece os limites da competência do juízo.

Note o caríssimo leitor que o juiz Sérgio Moro não se conteve às questões da Petrobras, como determina a lei. Ele e sua força-tarefa lava jato mergulharam até mesmo em questões de pedágio no Paraná. Não que não haja ilícitos puníveis no ‘pedágio mais caro do mundo’ como sempre denunciou este Blog do Esmael. Pelo contrário.

O recado do STF foi claro ao limitar a competência de Moro. Os ministros disseram que ele, juiz de piso, não pode tudo e que não pode agir fora da lei sob o manto do combate à corrupção.

Nessas últimas horas que se sucederam à ‘capação’ de Sérgio Moro ouviu-se de tudo na velha mídia golpista, desde que a Procuradoria-Geral da República iria impugnar a decisão do Supremo até mesmo que o magistrado da 13ª Vara Federal do Paraná “peitaria” os ministros do STF. Fake news, fake news, fake news.

À velha mídia golpista, um conselho: reconhece que dói menos a derrota para o Estado Democrático de Direito.

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