Por Eugênio Aragão

Há 3 anos, Beto Richa preparava o ‘pacotaço’ de maldades chamado de ajuste fiscal

Publicado em 05/04/2018

O dia 05 de abril de 2015 foi um domingo de Páscoa. O governador Beto Richa (PSDB) e seu secretário da Fazenda Mauro Ricardo davam os ajustes finais no “pacotaço” de maldades contra os paranaenses. O conjunto de medidas de arrocho nas contas seria apresentado em mensagem para tramitação na Assembleia Legislativa na terça-feira seguinte.

A justificativa dos tucanos era a de economizar recursos e sanear as contas públicas. O diabo é que para a corrupção no governo denunciada pelas operações Quadro Negro e Publicano do Gaeco, o dinheiro nunca faltou. Milhões foram desviados da Educação e da Receita Estadual.

O pacotaço atingiria em cheio os servidores públicos estaduais com o confisco de R$ 8 bilhões da Paranaprevidência. Mas atingia também o povo paranaense em geral, com o aumento de impostos e taxas que iriam diretamente para o caixa único, o CU de Beto Richa.

Esse contexto todo fez com que o movimento dos servidores e as longas greves da educação contassem com amplo apoio da população. Mesmo assim, o governador usou da influência clientelista sobre sua base parlamentar, a “bancada do camburão”, e foi atropelando o clamor popular e a resistência dos servidores.

Todos sabem como essa história terminou. O massacre de 29 de abril de 2015 no Centro Cívico foi um dos momentos mais tristes na história do Paraná. Certamente poderia ter sido evitado, não fosse a truculência do governo. E ainda há muito para se lembrar dessa história. Para que nunca mais se repita.