Por Esmael Morais

Beto Richa no ‘bico do corvo’ na véspera do “aniversário” do massacre de ’29 de abril’

Publicado em 28/04/2018

“Aqui se faz, aqui se paga”, diz o ditado popular. Na véspera de completar três anos do massacre de 29 de abril de 2015, quando 213 servidores ficaram feridos, estourou mais um escândalo contra o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Agora ele é acusado de levar cinco “perninhas” (milhões) em propina para mudar zoneamento em área de proteção ambiental.

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O tucano paranaense está cada vez mais com o “jeitão” do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, haja vista que depois dele cair na Vara do juiz Sérgio Moro, a 13ª, que toca as ações da lava jato, o ex-governador do Paraná é suspeito de receber R$ 5 milhões para alterar zoneamento da Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí, no município de Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba.

Após a perda do ‘foro por função’ devido à renúncia ao cargo de governador, a investigação foi remetida pelo ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), à Promotoria de Campina Grande do Sul, também na Grande Curitiba.

O esquema, segundo a investigação, consistiu em três fases: 1- compra da área com restrição ambiental por preço de banana; 2- mudança do zoneamento pelo governo do Paraná para levantar a restrição ambiental; e 3- venda da área com valor cinquenta vezes maior.

O terreno negociado por R$ 25 milhões abriga hoje um estacionamento de automóveis da montadora Renault, que não é investigada na ação penal.

O blog Gazeta do Povo registra que o corretor de imóveis Paulo Victor Junqueira da Cunha, que intermediou a venda do terreno, em depoimento, assegurou que Richa teria recebido cerca de R$ 5 milhões “para tornar a área comercialmente interessante”. Beto Richa era governador do Paraná em 2014, quando o negócio foi fechado.