Por Eugênio Aragão

Temer apela a “conselhão” para conter trapalhadas da intervenção no Rio

Publicado em 21/03/2018


O ilegítimo Michel Temer está num “mato sem cachorro”, sem saber o que fazer com a desastrada intervenção do Exército na segurança pública do Rio de Janeiro. O que era a “tábua de salvação” da sua popularidade zero, se tornou um fardo capaz de fazer o governo todo afundar de vez. Para tentar alguma saída mirabolante, o emedebista reúne hoje (21) o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Com mais de cem membros, o “conselhão” reúne governantes, líderes empresariais e políticos.

Criado em 2003 por Lula, antes do golpe o conselhão era um fórum de intelectuais progressistas, cientistas, lideranças políticas e dos movimentos sociais. Com a derrubada da presidenta Dilma, o conselho passou a ser um fórum neoliberal. A agenda do “conselhão” agora é pela privatização das estatais, implementação das “reformas” como a retirada de direitos trabalhistas, e a tentativa de acabar com a previdência.

Os objetivos da reunião de hoje é discutir uma saída para o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PsoL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes. Fato simbólico que está servindo de mote para manifestações em todo o Brasil e até no exterior. A ordem é achar os “culpados” rapidamente para calar as manifestações que também pedem #ForaTemer.

A programação da reunião prevê que o ilegítimo falará na abertura, seguido pelos ministros Henrique Meirelles, Raul Jungmann e Eliseu Padilha.

Entre os membros atuais do “conselhão” estão Abilio Diniz (BRF) e Jorge Paulo Lemann (Fundação Lemann); os presidentes da Anfavea, Antonio Megale, da CSB, Antonio Neto, da Latam Brasil, Claudia Sender, do Sebrae, Guilherme Afif, e da CNI, Robson Andrade; o ex-presidente da OAB Marcus Vincius Furtado Coelho; e o ex-técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Bernardinho.

Com informações do portal G1.