Magistrados de Pernambuco divulgam nota sobre postagens de juíza

A juíza Marília Castro Neves nesta terça-feira (20) voltou  a atacar no Facebook: Depois de ofender a memória da vereadora Marielle, executada no Rio, fez uma outra postagem que circula nas redes sociais de teor preconceituoso sobre uma professora com Síndrome de Down. “O que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”, diz um trecho da mensagem. O fato motivou a reação de magistrados de Pernambuco e a abertura de ação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em relação às postagens feitas pela desembargadora sobre a atuação da professora portadora da Síndrome de Down, o corregedor nacional do CNJ determinou a abertura de Pedido de Providências e será concedido prazo para que a desembargadora se manifeste a respeito.

Logo após a decisão do CNJ, a Associação dos Magistrados de Pernambuco publicou nota repudiando as “opiniões de teor preconceituoso” postados pela juíza. A entidade afirma ainda que seu posicionamento não representa o “pensamento dos magistrados de Pernambuco”. Confira a seguir a nota na íntegra.

Nota Associação dos Magistrados de Pernambuco

A Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE) vem a público repudiar veementemente opiniões de teor preconceituoso não condizentes com o pensamento dos magistrados pernambucanos, comprometidos em garantir o bem estar social e os direitos dos cidadãos. Manifestações isoladas e discriminatórias de quem quer que seja sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco ou sobre o trabalho da primeira professora com síndrome de Down do País, Débora Seabra, não representam a magistratura e não podem macular a imagem dos integrantes do Poder Judiciário, sobretudo porque o direito à livre opinião nunca poderá se sobrepor à verdade dos fatos ainda em apuração e ao respeito pela dignidade da pessoa humana.

Recife, 20 de março de 2018

Diretoria da AMEPE

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