Assassinato de Marielle habilitou esquerda em discussão sobre segurança pública

Desandou o mingau de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que pensavam ter o monopólio da discussão sobre a segurança pública no país. Com o advento da execução da vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro, a esquerda também se habilitou para o tema — e na ofensiva.

Abramos um parêntese importante aqui. O assassinato de Marielle era anunciado por ela mesma: ‘a intervenção militar no Rio tinha como objetivo eliminar favelados, pretos e pobres.’ Por isso o choque e a repercussão mundial. Fecha-se o parêntese.

Voltemos às narrativas políticas.

Temer acreditava na força dos tanques para “bolsonarizar” a segurança pública e, ato contínuo, elevar sua popularidade para tentar a Presidência da República por meio do voto. Bateu na trave. Em um mês de intervenção, a violência aumentou no Rio e ele continua sendo o homem mais odiado do planeta.

Já Bolsonaro, ainda mudo acerca da execução de Marielle, imaginava-se dono do tema segurança pública ao propor metralhar favelados dos morros cariocas. A morte da vereadora do PSOL, oriunda de uma favela, foi um tapa em sua cara. Eis o motivo de sua mudez.

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