Vem aí a “bolsonarização” da educação

Lula, o Luiz Inácio, falou esta semana que o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) levou um “chapéu de touro” de Michel Temer (MDB) ao lhe “roubar” a bandeira do combate ao crime decretando intervenção no Rio. Ato contínuo, o capitão da reserva voou para a Ásia em busca de uma nova bandeira: a educação. Portanto, vem aí a “bolsonarização” da educação no debate eleitoral deste ano.

“Temer quer pegar os votos do Bolsonaro e inventou essa de colocar o Exército no Rio de Janeiro. O militar não é preparado para lidar com bandido, mas para lidar com inimigo de outro país”, disse o petista na quarta (21).

Evidentemente que Jair Bolsonaro não pretende discutir Paulo Freire na educação brasileira. Pelo contrário. Ele tentará “bolsonarizar” a educação, assim como fez na questão da segurança pública ao disseminar o clichê ‘bandido bom é bandido morto’, etc.

Para Bolsonaro, a qualidade da educação no país é ruim porque nas últimas décadas se utilizou o modelo cubano.

“Com controle do pensamento, índices bastante duvidosos e ausência em rankings reconhecidos, Cuba sempre foi a referência de educação do PT, PMDB, PSDB, PSOL, PCdoB, UNE e toda a esquerda que dominou o país nas últimas décadas, o que reflete bem nossa atual situação neste campo”, disparou.

A “bolsonarização” da educação no Brasil terá uma pitada oriental, isto é, de Ásia, segundo o pré-candidato do PSL.

“Nossa ida à Ásia demonstra o desejo que temos de dar novas e boas referências aos nossos jovens e ao Brasil. Esperamos voltar com mais ideias em favor do crescimento do nosso país, priorizando a educação na base, a disciplina, o respeito ao professor e a qualificação dos alunos”, explicou.

Jair Bolsonaro é mais claro quando afirma que vai “desintoxicar” com uma nova escola sem partido, pois, de acordo com ele, o ensino tem ‘sido usado para formação de militância partidária.

“Quando falamos de educação de qualidade, não estamos tratando apenas de investimentos, mas da aplicação correta destes, além da desintoxicação do ensino, que tem sido usado para formação de militância partidária. Isso é decisivo para o Brasil voltar aos trilhos do conhecimento!”, discorreu.

Enfim, Bolsonaro quer levar para dentro das escolas do país a mesma doutrina que os militares estão levando para a intervenção no Rio. Ou seja, o presidenciável tende a deslocar sua “metralhadora” dos morros cariocas para dentro das salas de aula.

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