Se o morro descer, em caso de prisão do ex-presidente Lula, será em legítima defesa

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“STF, se prender Lula o morro vai descer”. Foi o recado estampado numa faixa na entrada da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, no começo deste Carnaval. Dito isto, se o morro realmente descer numa eventual prisão do ex-presidente o fará em legítima defesa. Senão vejamos.

Não é somente pelo Lula que a maior favela do país, a Rocinha, promete descer o morro. É por si própria, em legítima defesa, haja vista que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) jurou num evento do banco BTG Pactual metralhar a comunidade para solucionar o problema de segurança no Rio.

Se o Supremo permitir a prisão de Lula abrir-se-á as portas do inferno, ou seja, aumentarão as chances de Bolsonaro se eleger presidente da República. É o risco nesta falsa democracia, nesta ditadura do judiciário que opera em conluio com a mídia e o sistema financeiro. Portanto, também, aumentar-se-iam as chances de Bolsonaro metralhar a Rocinha. Lula é a salvação das favelas e dos pobres brasileiros.

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É o ‘morro versus Moro’ que o STF decidirá na semana que vem quando julgar o habeas corpus, impetrado pela defesa do ex-presidente, pedindo a não antecipação da pena para condenado em segunda instância. O petista invoca a presunção da inocência.

Nos morros cariocas têm crianças, idosos, mulheres, trabalhadores, pais de famílias, gente boa da melhor qualidade, inclusive bandidos. É um espelho de que é a sociedade brasileira, que também tem virtudes e defeitos, seus bandidos e seus mocinhos.

Se o morro descer em caso de prisão de Lula, como promete a faixa na Rocinha, lembrará muito a Revolução Bolivariana.

Em abril de 2002, na Venezuela, moradores de favelas do entorno da capital Caracas desceram para assegurar o governo do presidente Hugo Chávez. Ele havia sido ilegalmente detido por militares num fracassado golpe de Estado.