Prisão de parte da máfia do pedágio muda cenário eleitoral no Paraná

Publicado em 22 fevereiro, 2018

O cenário político do Paraná mudou nas últimas horas. A revelação de que integrantes do governo Beto Richa (PSDB) recebiam propina para aumentar o pedágio nas rodovias concessionadas vitamina o projeto “Volta, Requião” ao Palácio Iguaçu.

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Considerado radical pelos adversários, o senador Roberto Requião (MDB-PR) nunca aceitou negociar com as concessionárias de rodovias a quem ele sempre chamou de “máfia do pedágio”.

O senador emedebista foi responsável por mais de 140 ações judiciais contra as pedageiras, mas Beto Richa “afrouxou a tanga”, isto é, retirou as demandas contra a máfia do pedágio em nome da harmonia e da boa vizinhança com as concessionárias. E, sob o tucanato, da-lhe aumento nas tarifas…

O Paraná tem hoje o pedágio mais caro do mundo graças ao afrouxamento do governo do estado e, em certa medida, da conivência do judiciário que sempre atendeu aos pedidos de revisão das empresas concessionárias.

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De tudo que foi dito pela força-tarefa lava jato, ao explicar a operação integração, numa coletiva, hoje pela manhã, a fala do procurador Carlos Lima foi a mais emblemática: “Privatização não necessariamente leva ao fim da corrupção”. Bingo!

Beto Richa é o pedágio e a corrupção. Requião é o caminho, portanto.

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