Prisão de parte da máfia do pedágio muda cenário eleitoral no Paraná

O cenário político do Paraná mudou nas últimas horas. A revelação de que integrantes do governo Beto Richa (PSDB) recebiam propina para aumentar o pedágio nas rodovias concessionadas vitamina o projeto “Volta, Requião” ao Palácio Iguaçu.

LEIA TAMBÉM:
Requião: Beto Richa é ‘efeito colateral’ de operação contra Tacla Duran

Considerado radical pelos adversários, o senador Roberto Requião (MDB-PR) nunca aceitou negociar com as concessionárias de rodovias a quem ele sempre chamou de “máfia do pedágio”.

O senador emedebista foi responsável por mais de 140 ações judiciais contra as pedageiras, mas Beto Richa “afrouxou a tanga”, isto é, retirou as demandas contra a máfia do pedágio em nome da harmonia e da boa vizinhança com as concessionárias. E, sob o tucanato, da-lhe aumento nas tarifas…

O Paraná tem hoje o pedágio mais caro do mundo graças ao afrouxamento do governo do estado e, em certa medida, da conivência do judiciário que sempre atendeu aos pedidos de revisão das empresas concessionárias.

De tudo que foi dito pela força-tarefa lava jato, ao explicar a operação integração, numa coletiva, hoje pela manhã, a fala do procurador Carlos Lima foi a mais emblemática: “Privatização não necessariamente leva ao fim da corrupção”. Bingo!

Beto Richa é o pedágio e a corrupção. Requião é o caminho, portanto.

Comentários encerrados.