Michel Temer irá disputar a Presidência para defender “legado” do golpe

Michel Temer bateu o martelo e decidiu disputar a Presidência da República. O emedebista quer participar do jogo sucessório para defender seu “legado” e, quem sabe, chegar ao segundo turno se houver a pulverização de candidaturas da centro-esquerda…

Dentre as realizações que Temer quer defender estão a reforma trabalhista (semiescravização dos trabalhadores), congelamento de investimentos na saúde e na educação por 20 anos, aumento da corrupção, tentativa de reforma da previdência (fim da aposentadoria), compra do Congresso Nacional, fim de programas sociais, aumento da fome e da miséria.

Temer tomou consciência de que uma terceira candidatura — Luciano Huck, Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro, etc. — não se preocuparia em defendê-lo de ataques na campanha. Nisso ele está coberto de razão. Cada qual vai resolver seus próprios problemas.

Além da defesa do “legado”, a candidatura de Temer esconde mais uma disputa que a cúpula do MDB trava com as bancadas de deputados e senadores: o controle do fundo partidário. À campanha majoritária própria ficara reservado 50% do fundo.

O MDB é o partido que ficará com a maior fatia do fundo partidário de R$ 1,71 bilhão previsto para este ano eleitoral. A agremiação abocanhará sozinha R$ 215 milhões ou 12,5% do total destinado a todas as legendas.

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