Jair Bolsonaro jura que não prometeu metralhar a Rocinha: ‘Foi fake news d’O Globo’

| Comente agora

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) jura de pés juntos que não prometeu metralhar moradores da favela da Rocinha, como registrou o jornalista Lauro Jardim n’O Globo. Em vídeo publicado nas redes sociais (assista abaixo), o presidenciável acusa o jornal dos Marinho de disseminar fake news contra ele.

LEIA TAMBÉM:
Se o morro descer, em caso de prisão do ex-presidente Lula, será em legítima defesa

Jardim escreveu na semana passada que, num evento do banco BTG Pactual, Bolsonaro apresentou como receita a seguinte solução resolver a guerra da Rocinha: “Mandaria um helicóptero derramar milhares de folhetos sobre a favela, avisando que daria um prazo de seis horas para os bandidos se entregarem. Findo este tempo, se a bandidagem continuasse escondida, metralharia a Rocinha.”

O próprio colunista d’O Globo acolheu nota de esclarecimento de Bolsonaro na qual admitiu menção a Rocinha no evento com financistas, mas, segundo a retificação, “[o deputado] se referiu exclusivamente à guerra travada entre traficantes, em setembro do ano passado, quando 200 marginais fugiram pela mata no alto da comunidade e se espalharam e se refugiaram em outras favelas na zona norte do Rio, levando pânico e terror à população carioca.”

O problema é que o passado condena Bolsonaro. Ele é campeão da verborragia no país. As minorias, que somadas são maioria, não confiam nem um pouco no presidenciável.

Assista ao vídeo:

Leia a íntegra da explicação de Bolsonaro a Lauro Jardim:

“O deputado esclarece que, ao mencionar a Rocinha no evento, se referiu exclusivamente à guerra travada entre traficantes, em setembro do ano passado, quando 200 marginais fugiram pela mata no alto da comunidade e se espalharam e se refugiaram em outras favelas na zona norte do Rio, levando pânico e terror à população carioca. A fuga foi acompanhada por helicópteros da polícia e de emissoras de TV, sem que os policiais os tivessem detido, pois o Estado não os permite agir, pela falta de retaguarda jurídica. Ao falar daquele episódio específico da Rocinha, uma vez que os marginais estavam claramente afastados da comunidade e, portanto, passíveis de sofrer efetiva ação policial para prisão, sem o risco de ferir os cidadãos de bem que moravam no local, o deputado tomou tal exemplo para se manifestar, no sentido de ser favorável a ações efetivas por parte do Estado, inclusive atirando em casos de confronto ou não rendição. O deputado lembra que, em episódio bastante similar, o Brasil também assistiu, estarrecido, à fuga em massa de traficantes armados da Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão em novembro de 2010. O deputado afirma que tais episódios não voltarão a ocorrer caso seja eleito este ano.”