Intervenção militar no Rio de Janeiro não é consenso nem na velha mídia golpista

Reina o dissenso acerca da intervenção militar de Michel Temer no Rio de Janeiro. Além de dividir o STF e o Congresso, o ‘Vampiro Neoliberalista’ também semeou a discórdia na velha mídia golpista.

O Estadão, por exemplo, em seu editorial deste sábado (17), vê clima de comício na medida e diz que não há razão objetiva que justifique a intervenção federal. O jornalão paulistano afirma que é lícito perguntar quais os reais motivos por trás da decisão de Temer.

Por outro lado, O Globo, também no editorial de hoje, porém mais pobre de argumentos, aposta todas as fichas na intervenção militar no Rio.

Alegando ser uma “decisão inevitável”, o veículo da família Marinho registra que o governado Luiz Fernando Pezão (MDB) virou uma espécie de ‘Rainha da Inglaterra’ porque teve o poder esvaziado e atribuiu isso ao envolvimento de seu grupo político com corrupção.

Mais cedo o Blog do Esmael anotou que a intervenção das Forças Armadas no Rio tem como objetivos centrais segurar o morro, prender Lula e barrar Bolsonaro nas urnas.

Para que o leitor entenda, o que está em jogo neste intrincado xadrez são as eleições de outubro. Temer resolveu disputar a reeleição, mas, para ter chance, precisa remover Lula e Jair Bolsonaro — cuja bandeira principal era justamente a segurança pública.

O Estadão torce pela candidatura do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o sistema Rede Globo foi cooptado por Temer. Já o Blog do Esmael enxerga no ex-presidente Lula a possibilidade de os trabalhadores recuperarem a dignidade, o pleno emprego, o Brasil retomar o desenvolvimento e seu protagonismo na América Latina e no mundo.

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