Faltam professores no Paraná, a terra do pedágio mais caro do mundo

O Paraná tem o pedágio mais caro do mundo? Tem sim, senhor. O Paraná tem professor? Não tem não, senhor. O “Tucanistão do Sul” reúne corrupção, máfia do pedágio com incompetência administrativa. Por exemplo, as aulas foram canceladas na manhã desta sexta (23) no Colégio Estadual Pedro Macedo, de Curitiba, por falta de mestres nas salas de aula.

Segundo a APP-Sindicato, os estudantes deste estabelecimento ensino — um dos maiores colégios do estado — foram dispensados porque a Secretaria de Estado da Educação (SEED) não tem realizado a contratação de professores temporários. “Chegamos para a visita na escola e descobrimos que a direção havia dispensado os estudantes”, relatou na manhã de hoje a secretária-geral da entidade Vanda Santos Bandeira.

Em conversa com outros professores, há informação de que outras escolas também sofrem com a falta de profissionais no início deste ano letivo.

“Além de reduzir o salário dos professores temporários, fechar turmas e reduzir a hora-atividade dos educadores, agora o governo atrasa a contratação de profissionais”, afirma a diretora da APP.

O Sindicato tem procurado a Secretaria de Educação constantemente para cobrar a pauta da categoria, que vai desde o reajuste salarial à suspensão da redução de salários. Porém, o governo do Paraná continua com medidas de ajuste e economia na educação, mesmo com anúncio do superávit no caixa do Estado.

A APP-Sindicato não descarta deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de 3 de março, quando a categoria realiza assembleia geral.

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