Suspeita de corrupção derruba 4 vice-presidentes da Caixa Econômica Federal

Após muita pressão, Michel Temer afastou nesta terça-feira 4 vice-presidentes da Caixa Econômica Federal (CEF) investigados pela Polícia Federal por um período de 15 dias. Na semana passada, o governo bateu o pé e disse que não acataria a recomendação do MP para desligar os dirigentes do banco.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que esse será o prazo para que eles apresentem defesa das acusações de que são alvo.

Embora o afastamento seja temporário, dificilmente os vice-presidentes da CEF retornarão aos respectivos cargos — mesmo que provem inocência. Explica-se: os postos são disputados no “tapa” entre os parlamentares do Centrão e outros que apoiam o governo.

A Operação Greenfield investiga indícios da existência de um esquema de cooptação de testemunhas para que não contribuíssem com a apuração de supostas irregularidades envolvendo fundos de pensão.

O primeiro pedido havia sido encaminhado a Temer no final do ano passado. Além das investigações em andamento, os procuradores citam a relação de alguns desses executivos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ambos presos por denúncias de corrupção.

Os vice-presidentes afastados são Antônio Carlos Ferreira, do Corporativo; Deusdina dos Reis Pereira, Fundos de Governo e Loterias; José Henrique Marques da Cruz, Clientes, Negócio e Transformação Digital, e Roberto Derziê de Sant’Anna, Governo.

Com informações da Agência Brasil

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