Não vai sair nos jornais: ‘Segundo o IVC, jornais encolheram 73% em apenas três anos”

Os jornais brasileiros encolheram 73% em apenas três anos, entre 2015 e 2017, informa o Instituto Verificador de Circulações (IVC), que audita os números do leitorado de jornais impressos e digitais no país.

De acordo com tabela sobre a queda de tiragem e de assinaturas digitais, elaborada pelo site Poder 360, do jornalista Fernando Rodrigues, entre assinaturas digitais e impressos, os jornais perderam 488.280 assinantes no período de três anos.

Super Notícias (MG), foi o que mais diminuiu em números absolutos: 127.510 (36,7%). Em seguida a Folha (SP), que perdeu 90.926 assinaturas do impresso (23,1%). O Globo (RJ) foi o terceiro que mais definhou, 74.363 assinantes (31,1%).

O diabo é que não subiu o número de assinantes digitais, ainda segundo o IVC. Nesse quesito, o Zero Hora (RS) foi melhor sucedido. Obteve aumento de 112,6% de leitores virtuais. A Folha só conseguiu 3,3% de assinantes digitais.

O jornal curitibano Gazeta do Povo deixou de existir no impresso, mas não informou se conseguiu assinantes na plataforma digital. Uma das estratégias da empresa foi transformar uma “carteirinha de descontos” como carro-chefe do negócio.

No cômputo geral, as empresas de jornais diminuíram 73%. No final de 2014 e início de 2015, assinantes impressos e digitais eram 1.805.022. O ano de 2017 fechou com 1.316.804 assinantes off-line (impresso) e on-line (digital).

Os prováveis motivos do encolhimento do número de assinantes dos jornais impressos e digitais, e, consequente seu desaparecimento, devem ser: 1- perda de credibilidade; 2- participação ativa no golpe de Estado, contra a democracia; 3- fonte de disseminação de fake news (notícias falsas); 4- crise econômica; 5- partidarização da notícia sem assumi-la publicamente (dissimulação); 6- radicalismo na defesa do poder econômico, contra os interesses dos trabalhadores; e 7- são órgãos percebidos como antipovo e antinação.

Definitivamente, esta notícia não vai sair nos jornais…

PS: se os assinantes sumiram, como sobrevivem os jornais impressos e digitais? Ora, da viúva! As burras públicas sustentam esse festival de ódio, baixaria, mentiras e de golpes no Brasil.

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9 Comentários

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  1. 1.316.804 é aproximadamente 73% de 1.805.022. Ou seja, ou vocês dizem que caiu 27%, ou que o leitorado “CAIU A 73% DO QUE ERA ANTES”. Dizer que encolheu 73% está simplesmente errado.

    “No cômputo geral, as empresas de jornais diminuíram 73%. No final de 2014 e início de 2015, assinantes impressos e digitais eram 1.805.022. O ano de 2017 fechou com 1.316.804 assinantes off-line (impresso) e on-line (digital).”

  2. Parece mesmo uma tendência mundial e sem volta. Agora, nem tudo está perdido, experiências como os blogs, “agências” e “coletivos” poderão ocupar o espaço deixado pelo jornalões catalepticos. O desafio estará sempre na forma de financiamento e remuneração do trabalho. Optei por “assinar” um blog e uma agência embora consuma uma outra dezena de mídias.

  3. É ruim eu pagar pra ler e ter que concordar que “meu salário tem que ser mais baixo, que eu tenho que ficar sem aposentadoria, que o petróleo e empresas estratégicas devem ser doadas a estrangeiros” etc. Mas a “bolsa midia” dos governo federal e estaduais resolve o problema.

  4. E não sai, até porque, ninguém vai ler mesmo … servem para limpar a bunda, e olha lá … no máximo … então, todos a merda …

  5. Quero vê-los na merda!

  6. CUSPIRAM NO PRATO EM QUE COMIAM, APOIANDO O GOLPE, GOLPEARAM A SI.