Na propaganda de Beto Richa professores tiveram 146% de aumento no salário

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“Morri!”, ironizou uma professora ao assistir na TV a propaganda do governo Beto Richa (PSDB). Na telinha, o tucano conta três historinhas: 1- destinação de R$ 100 milhões ao programa “Escola Mil” (reparo e obras nas escolas); 2- contratação de 23 mil professores; e 3- aumento de 146% no salário dos mestres da educação básica.

A propaganda enganosa de Beto Richa, porém, não resiste a um olhar mais crítico. Senão vejamos:

1ª farsa
O programa “Escola Mil” visou cooptar as direções de escolas transferindo recursos diretos e, consequentemente, encarecendo o custo de obras e reparos. É uma maneira de o governo desviar a atenção das investigações da Operação Quadro Negro. O Tribunal de Contas do Estado pede a agentes públicos o ressarcimento de R$ 54 milhões e o Ministério Público requere R$ 40 milhões.

2ª farsa
O governo do estado dispensou professores nos últimos anos ao fechar turmas e escolas, reduziu a hora-atividade para contratar menos profissionais, o número de contratações de professores no regime PSS também foi reduzido em até 10 mil.

3ª farsa
No próximo dia 27 de janeiro, os educadores paranaenses poderão deflagrar greve geral por tempo indeterminado justamente porque o governo do PSDB não cumpre sequer o piso nacional salarial de R$ 2.455,35. O tucano “come” 1/4 do vencimento do magistério ao pagar apenas R$ 1982,10 por 40 horas de trabalho. Além disso, os professores PSS tiveram redução de 13,35% nos vencimentos. Portanto, não houve aumento salarial de 146% durante o Tucanistão.

A propaganda enganosa de Beto Richa está fácil de ser derrubada pelas entidades representativas. Basta vontade política, sob pena de as três farsas virarem “verdade” pela técnica da repetição.

Também é importante destacar que o bombardeio propagandístico é uma nova declaração de guerra aos educadores paranaenses, que, se quiserem fazer o contraponto, deverão deflagrar a greve geral por tempo indeterminado neste início do ano letivo.

Em tempo: a bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Paraná calcula em mais de R$ 1 bilhão a farra publicitário no Tucanistão (gestão tucana + corrupção).

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