Juiz da lava jato vira símbolo de privilégios de um judiciário golpista, caro e partidarizado

O juiz Marcelo Bretas, da lava jato no Rio, poderá ser abatido pela onda do ‘falso moralismo’ criada no país pela própria força-tarefa que ele integra.

O juiz está sendo questionado por receber indevidamente auxílio-moradia, haja vista que a mulher dele, também magistrada, já recebe o benefício. Uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proíbe a remuneração a casais que morem sob o mesmo teto.

Para garantir o penduricalho de quase de R$ 10 mil o casal Bretas recorreu — adivinhe! — à Justiça e obteve o ganho extra nos salários.

“O auxílio moradia do Casal Bretas, 10 mil por mês, é imoral. Mas não é o único caso. Por todo Brasil, casais de juízes e promotores recebem auxílio moradia em duplicidade. E é essa turma de concursados que quer mudar o País. Só existe uma verdade absoluta: todo moralista é um fdp”, retuitou o perfil ‘@criacuervo‘ nesta segunda-feira (29) o senador Roberto Requião (MDB-PR).

Pelo Twitter, Bretas defendeu hoje o direito de receber o auxílio-moradia duplicado:

“Pois é, tenho esse ‘estranho’ hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu VOU À JUSTIÇA e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força. Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito”, disse o juiz.

O caso Bretas revela um judiciário caro e partidarizado, portanto parcial e alinhado aos interesses da mídia e do capital financeiro.

O diabo é que Lula foi julgado e condenado pelo tríplex que não era dele por esse judiciário “imoral” e partidarizado. Trata-se de imóvel de propriedade da OAS, segundo registro em cartório. Mas isso não vem ao caso, pois o objetivo da toga é tirar o petista da disputa presidencial deste ano.

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