Por Esmael Morais

Gleisi: O Estado da força e a força da expressão

Publicado em 22/01/2018

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, denuncia nesta segunda-feira (22) que o golpe de Estado já está matando muita gente no Brasil, principalmente os trabalhadores, os pobres e os pretos. “Agora, para continuar o golpe, querem impedir Lula de ser candidato, através de um processo judicial viciado, com várias ilegalidades, sem crime e sem provas”, escreve.

O Estado da força e a força da expressão

Gleisi Hoffmann*

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”
(Bertolt Brecht)

Desde o impeachment da Presidenta Dilma, episódio em que nossa Constituição foi rasgada, temos assistido e sofrido com uma série de violências, que afetam pesadamente a parcela mais pobre da população. São práticas, posturas e decisões do poder estabelecido que levam à morte de muita gente.

Reduziram e congelaram as despesas públicas, principalmente àquelas destinadas às áreas sociais. A crise da febre amarela não é outra coisa que o resultado dessa decisão política, endossada pelos meios de comunicação e pelos poderes institucionalizados. Estamos sem vacina. Está morrendo gente!

Reduziram os direitos dos trabalhadores com a reforma trabalhista. O trabalho precário atendeu ao anseio do andar de cima da sociedade. Além do desemprego alto, agora teremos quem trabalha ganhando menos e sobrevivendo sem direitos. A pobreza está aumentando, a fome voltou. Está morrendo gente!

Administram, fazem política e comportam-se como se vivêssemos em uma sociedade de homens brancos, ricos e conservadores e voltada apenas para estes. Negam a diversidade nas escolas, desmontam o sistema de direitos humanos e incentivam a lei de talião. “Bandido bom é bandido morto”, bradam muitos! Nesta toada, bandido são os diferentes, os pretos pobres da periferia. Está morrendo gente, muita gente!

Estão entregando nosso patrimônio público para interesses comerciais e financeiros de outros países. Petrobras, Eletrobras, bancos públicos. A capacidade regulatória do Estado vem sendo esvaziada a cada dia e os interesses de poucos grandes grupos transnacionais são satisfeitos. Nossa soberania é aviltada. A concentração de renda e de poder aumentam. Vai só continuar morrendo gente!

Sob o pretexto de combater a corrupção, promovem uma verdadeira perseguição política. Com dedo em riste e arma em punho, fazem uma cruzada inquisitória que prega e defende a exceção à lei. A palavra de ricos empresários, executivos, criminosos confessos, vale por si. Negociando ela, ganham benefícios e a liberdade. As operações investigativas são midiáticas e humilhantes. As emissoras de TV, com a Rede Globo à frente, conduzem o espetáculo. Já mataram gente: vêm à lembrança o drama de Dona Marisa e o caso do reitor Cancellier.

A sanha não tem fim! Agora, para continuar o golpe, querem impedir Lula de ser candidato, através de um processo judicial viciado, com várias ilegalidades, sem crime e sem provas. Os mundos jurídicos nacional e internacional denunciam a sentença condenatória de Sérgio Moro!

Lula representa o povo brasileiro, sua fé e esperança de reverter tudo isso, de trocar morte por vida!

Resistiremos por Lula, porque Lula vale a luta e a resistência do seu povo!

*Gleisi Hoffmann é senadora da República e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).