Deu no New York Times: caso de Lula não seria levado a sério nos EUA

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O judiciário brasileiro é motivo de chacota não só no Brasil, mas em todo o mundo. Vide o New York Times que, nesta terça-feira (23), véspera de julgamento no TRF-4, pela boca de Mark Weisbrot, afirma que o caso Lula não seria levado a sério nos Estados Unidos da América.

Mark Weisbrot, é diretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas em Washington e presidente da Just Foreign Policy. Ele é o autor de livro sobre a economia global.

O articulista diz ainda nas prestigiadas páginas do NYT que vê inconsistências nas denúncias do juiz Sérgio Moro ao condenar o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Para o autor, a lava jato é uma operação partidarizada porque o presidente do TRF4, elogiou a sentença de Moro.

“As evidências no caso do tríplex estão muito abaixo do nível exigido por um tribunal dos Estados Unidos para que o caso seja levado a sério, quanto mais para que haja condenação”, afirma.

“O suborno alegadamente recebido pelo Sr. da Silva é um apartamento de propriedade da OAS. Mas não há provas documentais de que o Sr. da Silva ou sua esposa já tenham recebido títulos, alugados ou mesmo ficaram no apartamento, nem que tentaram aceitar esse presente. A evidência contra o Sr. da Silva baseia-se no testemunho de um executivo da OAS condenado, José Aldemário Pinheiro Filho, que teve a pena de prisão reduzida em troca da colaboração”, afirma Weisbrot num trecho do artigo.

O autor diz ainda que a decisão de Moro de condenar supostamente contra o que foi demonstrado pelas provas seria chamada nos Estados Unidos de kangaroo court. A expressão é utilizada para designar um processo judicial injusto, tendencioso ou precipitado que termina em uma dura punição.