Alvaro e Osmar Dias podem fazer acordo com tucano Beto Richa, aposta mundo político

O mundo político paranaense não crê na pré-candidatura do senador Alvaro Dias (Podemos-PR) para a Presidência da República. Pelo contrário. As fichas são apostadas numa eventual disputa pelo governo do Paraná em “acordão”, pasme, com o governador Beto Richa (PSDB).

De lambuja no acordo de Alvaro com o tucano, dizem os luas pretas do Centro Cívico, viria também o ex-senador Osmar Dias (PDT) — irmão do senador do Podemos. Osmar faria “dobradinha” com Beto no Senado (nestas eleições estarão em disputa duas cadeiras).

O leitor poderia dizer: “Mas Alvaro e Beto Richa são adversários, não se falam, brigaram no PSDB, blá, blá, blá…” É verdade tudo isso, porém, o instinto de sobrevivência de ambos fala mais alto. Vide 2014. O senador dizia cobras e lagartos do governador tucano. No entanto, “em nome do Paraná”, eles se uniram. Resultado: Beto foi reeleito e Alvaro também foi reconduzido ao Senado.

Agora a equação não é muito simples para o Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Richa terá de renunciar ao cargo em 1º de abril, se quiser disputar o Senado. Ocorre que a vice dele, Cida Borghetti (PP), mulher do ministro da Saúde Ricardo Barros (PP), não abre mão de concorrer ao governo uma vez que ela assumirá o cargo e só poderá disputar a reeleição (a lei eleitoral veda a disputa de cargos proporcionais para agentes que exercem função no executivo, a não ser que ela renuncie 8 meses de governadoria).

Além de Cida, outra bananosa diz respeito ao aliado Ratinho Junior (PSD). O deputado ameaça entrar na corrida pelo Senado, se não receber o apoio da máquina estadual e Richa não andar de “mãos dadas” com ele em público.

Entretanto, o “acordão” do tucano Beto Richa com os irmãos Dias só prosperará se Cida e Ratinho formarem uma chapa (governadora e vice) despidos da intenção de vencer a eleição de outubro, qual seja, topassem a “cristianização programada”. Os alquimistas palacianos calculam que a fórmula Alvaro-Beto-Osmar daria um vareio em qualquer adversário no estado do Paraná.

O termo “cristianização” surgiu na eleição presidencial de 1950, quando o candidato à Presidência da República, ex-deputado mineiro Cristiano Machado (PSD), foi abandonado pelo partido e pelo eleitorado, que apoiaram a volta de Getúlio Vargas (PTB/PSP) ao Palácio do Catete (antiga sede do governo federal no Rio), contra o candidato Brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN.

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