Abstenções nas urnas por descrença na política vão prejudicar a democracia

O deputado Requião Filho (MDB), ao escrever aos jovens, lamenta que o alto índice de abstenções projetado para as eleições deste ano — por decepção com a política — tende a prejudicar a democracia e a própria sociedade. “Os jovens estão livres de amarras e possuem um sentimento puro de busca por um mundo melhor para todos”, confia.

Voto jovem, voto consciente.

Requião Filho*

2018, o grande ano da virada chegou e, com ele, a especulação do alto índice de abstenções que teremos nas urnas, decorrente da crescente decepção popular com a classe política. É um movimento que prejudica a democracia e a própria população, que tem no momento do seu voto, a força maior para mudar o rumo da história.

É diante das urnas que se decidem quais as políticas públicas que deverão nortear os próximos quatro anos. É nesta hora que escolhemos nossos parlamentares aptos a representarem nossos interesses. E no momento em que se abre mão do voto, se abre mão também de participar com a nossa voz.

Os últimos anos foram especialmente estressantes para os brasileiros, foram tempos difíceis de escândalos e decepções. Mas não pode ser este movimento despolitizado, de criação irresponsável de ódio à classe política, o responsável por enterrar o desejo de todos por um país mais justo e solidário.

No meio de toda esta turbulência, os jovens, aqueles que agora iniciam sua caminhada eleitoral, desencorajados por discursos oportunistas, podem e devem assumir seu papel de cidadãos e serem os grandes responsáveis por uma guinada política.

Os jovens estão livres de amarras e possuem um sentimento puro de busca por um mundo melhor para todos. Em suas mãos encontra-se a esperança de que no momento do voto o farão de forma consciente.

Conhecer o momento político, pesquisar os candidatos e se identificar com os projetos são ações de suma importância para uma escolha certa e eficaz.

A estes jovens, com coragem para serem os senhores dos seus destinos, dedico a minha coluna de hoje.

*Requião Filho, advogado, é deputado estadual pelo PMDB do Paraná.

6 Comentários

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  1. “A Democradura do Voto Obrigatório”… O regime Presidencialista e o sistema eleitoral do Voto Obrigatório não permitem a consagração da democracia no Brasil… Esses mecanismos eleitorais autocratas transformam espúrios o processo eleitoral e a gestão pública, derrogando a representação política e a soberania nacional…

  2. O Brasil precisa de uma revolução socialista feita pelos debaixo para derrubar os de cima.

  3. A continuação do golpe e bem isso,primeiro e tirar lula da disputa ,para tentar enganar o povo e ganhar as eleição, durante o desgoverno plantar o parlamentarismo ,votar só os honestos e corruptos com o apoio da justiça de covardes.

  4. Concordo Paulo Mosanio!
    A gente vota e não tem como comprovar se houve ou não fraude.
    O político “poderoso” se elege e adquire plenos poderes para fazer o que quiser sem prestar contas à sofrida população que o elegeu.
    O povo vai para as eleições como gado que vai ao matadouro. É o primeiro que paga e o primeiro que apanha.
    Essa tal DEMOCRACIA REPRESENTATIVA está com seu atestado de óbito assinado pelos próprios políticos. Está TODO MUNDO cabisbaixo, com vergonha de ver tanto descaso e impunidade por essa classe de bandidos que tomou conta do país

  5. MAS A HISTÓRIA, FLUXO E DEVIR, SEMPRE VEM COM SURPRESAS, POIS ‘ NOSSA VIDA É UMA CADEIA OBSCURA DE EVENTOS’, NUMA DAS FELIZES FRASES DE NIETSCHE.CONTO COM BOAS SURPRESAS.

  6. TOCOU NO MEU MEDO E NO DE MUITOS. ALGUÉM DA DIREITA EXTREMA GANHAR, COMO DÓRIA, POR CAUSA DESTES VOTOS DESCRENTES