Por Esmael Morais

Ventos da esquerda do Chile sopram em direção ao Brasil, afirma Patrus Ananias

Publicado em 03/12/2017

O candidato Alejandro Guillier, de centro-esquerda, que obteve 22%, pode unir todos os votos contra Piñera e vencer as eleições, algo que parecia impossível até o último domingo. A eleição do segundo turno será no próximo dia 17.

No primeiro turno, além do surpreendente desempenho de Guillier nas urnas, também chamou a atenção na América Latina a composição da Frente Ampla — parecida com o Podemos espanhol (nada a ver com o de Alvaro Dias) — que elegeu um grupo de esquerda liderado por alguns protagonistas da revolução estudantil em 2011.

A experiência chilena empolga a Frente Nacional em Defesa da Soberania Nacional, a nossa “Frente Ampla” no Brasil composta por mais de 200 parlamentares e movimentos sociais.

Leia o relato do parlamentar das Minas Gerais:

As eleições no Chile surpreenderam o mundo, com resultados que vão contra a onda conservadora que têm se instalado em diversos países. O movimento estudantil, que ganhou força na ultima década, conseguiu se refletir na política, trazendo o fôlego de jovens dispostos a mudar o país.

A renovação do Congresso chileno, a maior desde a redemocratização, tem forte viés jovem, esquerdista e feminino. A Frente Ampla, composta por 13 partidos de orientação progressista, e o Partido Comunista, obtiveram ótimos resultados.

Que o movimento sirva de exemplo para o Brasil, que precisa urgentemente barrar os retrocessos que vem sofrendo.