Se criminalizar as fake news, dançam Globo, Veja, Estadão, Folha, et caterva

Virou moda a realização de seminários contra fake news. Se houver uma efetiva criminalização dessas notícias falsas, a velhaca mídia será a primeira a ser atingida. Globo, Veja, Estadão, et caterva, não passariam incólumes.

Ainda está fresca na memória de parcela dos internautas recente fake news do Estadão segundo qual o então dublê de candidato e apresentador da Globo, Luciano Huck, tinha “avançado” para 60% de aprovação na disputa pela Presidência da República. Menos de 24 depois de ser exposto ao ridículo, o moço anunciou que não seria candidato.

A Folha também é useira e vezeira das fake news. Que o digam a CUT e a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, igualmente em casos recentíssimos.

A Globo, então, santo Deus! A emissora dos Marinho é uma escola antiga de notícias falsas — as malditas fake news. Lembremos apenas uma daquele menino da Globonews que não sabe pentear o cabelo, Guga Chacra. Há um mês ele arriscou dizer que a marcha pelo Dia da Independência na Polônia teve a manifestação de 60 mil supremacistas que defenderam uma Europa branca. Era mentira. Foi contestado pela cônsul Katarzyna Braiter.

Dito isto, voltemos aos seminários e debates sobre as fake news.

O Blog do Esmael repercutiu nesta segunda-feira (11) uma reportagem da BBC Brasil sobre políticos que utilizam “ciborgues” para fraudar a vontade do eleitor nas urnas. Eles contratam cibercriminosos para tentar criar o efeito manada nas redes sociais, espalhando notícias falsas contra adversários e favorecendo quem os paga.

Nesta terça-feira (12), o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) também realizará seu seminários sobre fake news. O objetivo do evento é, na opinião do presidente do órgão, Murillo de Aragão, “discutir o risco que as fake news são para a liberdade de informação, as conseqüências para a democracia e como abordar o fenômeno”, qual seja, criminalizar a disseminação de notícias falsas.

Aliás, as Forças Armadas também foram chamadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para lutar contra as fake news nas eleições de 2018.

Resumo da ópera: haverá censura no ano que vem, agora eles procuram a quem censurar.

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