A Globo de carona nas asas da FAB

Os escândalos da Globo não tem fim. Agora veio à tona que lobista da emissora voou nas asas da Força Área Brasileira (FAB).

Sim, a vetusta emissora dos Marinho. Sim, o lobista da TV Globo Paulo Tonet pegou carona no jato oficial da FAB.

Segundo a Folha, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), deu carona em voo oficial da Força Área Brasileira (FAB) para o lobista da Força Área Brasileira (FAB). Além de Kassab, outros ministros de Michel Temer (PMDB) compartilharam viagens com lobistas e parentes. Uma verdadeira farra aérea.

A legislação permite o uso de voos oficiais apenas para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas — ou em algum outro caso que exista autorização especial do ministro da Defesa. Não há menção no decreto 4.244/2002, que regula a questão, ao transporte de indivíduos sem cargo ou função pública.

Ao todo, 6 ministros utilizaram voos da FAB para transportar amigos, esposas ou lobistas.

Kassab voou com Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) por três vezes. Ele também viajou com Marcelo Rehder, diretor da empresa Ella Link, envolvido no projeto do futuro cabo submarino Brasil-Europa.

Já os ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), e do Planejamento, Dyogo Oliveira (Planejamento), requisitaram um jatinho da FAB para ir ao evento do Lide em um resort de Foz do Iguaçu. Participaram da caravana, todos eles acompanhados de suas esposas, os seguintes políticos: o então ministro de Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer preso com uma mala de R$ 500 mil da JBS, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o relator da reforma da previdência, Arthur Maia (PPS-BA). Já o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, viajou com uma assessora.

O grupo Lide é uma organização ligada à família do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

Não se trata, porém, de um rompante contra o uso dos aviões da FAB. Muito menos uma censura pelo valor que a Globo deixou de pagar com o bilhete aéreo. O que choca nessa farra aérea é a promiscuidade entre o público e o privado, sobre o que se “acertou” durante esses voos. Kassab e Globo deveria ter um comportamento distinto, mas, em tempo de golpe, a bactéria conversa com a penicilina.

Com informações da agência Sputnik e Folha.

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